sábado, 31 de outubro de 2009

M 87 em JACTO - Mozart - Requiem - Introitus - 1 - Anniversary recording - Solti




YouTube - Mozart - Requiem - Introitus - 1 - Anniversary recording - Solti

Um fio de luz
percorre dançante a espinha
- e todo corpo vibra.

Imagem do Dia: 


M 87 - Um jacto extragaláctico 

2009-12-16



Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).

 

Emanando a alta velocidade a partir do centro da galáxia M 87, este jacto cósmico é um dos fenómenos mais espectaculares da Natureza. Constituído por electrões e outras partículas subatómicas, este jacto, que se desloca quase à velocidade da luz, é alimentado por um buraco negro que reside no centro da galáxia. Numa primeira análise, M 87, também conhecida por NGC 4486, parece ser uma galáxia elíptica gigante normal. Contudo, desde 1918 que se notou a existência de um "raio de luz curioso", emanando do centro de M 87. Na década de 50, quando o ramo da radioastronomia se encontrava em desenvolvimento, foi descoberta uma fonte de rádio extremamente forte associada a M 87 e ao seu jacto. Após décadas de investigação, descobriu-se que a fonte desta actividade intensa é um buraco negro colossal no centro da galáxia, com uma massa de aproximadamente 2 mil milhões de massas solares. M 87 situa-se a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância. Apesar de bastante distante, o seu jacto extragaláctico é o mais bem conhecido e estudado.

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LÍTIO DAS ESTRELAS - Mozart - Requiem - Introitus - 1 - Anniversary recording - Solti




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Química das estrelas denuncia presença de planetas extrassolares

Moisés de Freitas - 17/11/2009
Química das estrelas denuncia presença de planetas extrassolares











Visão artística de uma estrela jovem cercada por um disco protoplanetário, a partir do qual os planetas se formarão. Nesse processo, algum fenômeno físico ainda não explica causa a destruição do lítio presente na estrela.[Imagem: ESO/L. Calçada]
Espaço


Química das estrelas denuncia presença de planetas extrassolares
Visão artística de uma estrela jovem cercada por um disco protoplanetário, a partir do qual os planetas se formarão. Nesse processo, algum fenômeno físico ainda não explica causa a destruição do lítio presente na estrela.[Imagem: ESO/L. Calçada]

A ciência levou séculos para destruir a ideia mística de que a Terra era o centro do Universo. Não foi tanto tempo, mas demorou para que os próprios cientistas admitissem que havia planetas circundando outras estrelas que não o Sol.

Quanto tempo ainda levará para que a ciência admita que a vida não é exclusividade da Terra é uma questão em aberto. Mas é também uma questão que está ficando mais fácil de responder conforme aumenta a quantidade de planetas extrassolares localizados, que já se contam às centenas. E esse número agora deverá aumentar em um ritmo ainda mais intenso.

Olhando para as estrelas

E uma nova técnica poderá facilitar ainda mais a localização de planetas fora do Sistema Solar. A sonda espacial Corot está fazendo um trabalho brilhante, o telescópio Kepler já está aquecendo seus instrumentos científicos e os próprios cálculos dos astrônomos melhoraram muito, permitindo que planetas fossem encontrados até mesmo no arquivo morto do telescópio Hubble.

Mas ficaria ainda mais fácil encontrar sistemas planetários espalhados pela galáxia se fosse possível detectá-los analisando diretamente apenas a sua estrela, sem precisar esperar que os planetas transitem entre a estrela e nossos observatórios.

Lítio sumido

Isto agora é possível, graças a uma descoberta feita por cientistas do observatório europeu ESO.

"Por quase 10 anos nós vimos tentando descobrir o que distingue as estrelas com sistemas planetários das estrelas solitárias," conta Garik Israelian, um dos autores da pesquisa. "Nós agora descobrimos que a quantidade de lítio presente nas estrelas semelhantes ao Sol depende se ela tem ou não planetas."

Há décadas os astrônomos perceberam que o Sol tinha uma quantidade pequena demais de lítio em comparação com outras estrelas, mas ninguém havia encontrado uma explicação razoável para a anomalia.

Com a descoberta de centenas de planetas extrassolares - também conhecidos como exoplanetas - os cientistas puderam finalmente comparar as estrelas em torno das quais esses planetas giram. E descobriram um traço distintivo: a baixa concentração de lítio.

"A explicação desse quebra-cabeças de mais de 60 anos surgiu para nós de forma extremamente simples. Falta lítio no Sol porque ele tem planetas," diz Israelian.

Elemento pré-histórico

Depois de analisar mais de 500 estrelas, incluindo 70 que possuem planetas, os cientistas descobriram que a maioria das estrelas com planetas possui menos de 1% da quantidade de lítio existente nas estrelas sem planetas. Os cientistas descartaram várias outras possibilidades para explicar a ausência de lítio, incluindo a idade das estrelas.

Ao contrário da maioria dos outros elementos mais leves do que o ferro, os núcleos leves do lítio, do berilo e do boro não são produzidos em quantidades significativas nas estrelas. Os cientistas acreditam que o lítio especificamente, composto de apenas três prótons e quatro nêutrons, deve ter sido produzido nos primeiros momentos do Universo, logo após o Big Bang.

Seleção de estrelas candidatas

Desta forma, a maioria das estrelas tem quantidades semelhantes de lítio, a menos que elas o destruam. Os mecanismos pelos quais o nascimento dos planetas destrói o lítio de suas estrelas ainda estão por ser desvendados.

"Há várias formas pelas quais um planeta pode conturbar os movimentos internos da matéria no interior da sua estrela, com isso causando rearranjos na distribuição dos vários elementos químicos e possivelmente causando a destruição do lítio. A bola agora está com os teóricos, para que eles tentem vislumbrar qual possibilidade é mais plausível," disse Michel Mayor, outro membro da equipe.

Sem depender da explicação, o fato é que os cientistas agora contam com uma nova forma, mais rápida e mais barata, de procurar por sistemas planetários. A técnica também deverá ser utilizada pelas equipes que já utilizam outros métodos, refinando o seu campo de busca e selecionando as estrelas mais promissoras para que novos planetas possam ser encontrados.
Bibliografia:

Enhanced lithium depletion in Sun-like stars with orbiting planets
Garik Israelian, Elisa Delgado Mena, Nuno C. Santos, Sergio G. Sousa, Michel Mayor, Stephane Udry, Carolina Domínguez Cerdeña, Rafael Rebolo, Sofia Randich
Nature
12 November 2009
Vol.: 462, 189-191
DOI: 10.1038/nature08483

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ASTRONOMIA : NUCLIO - PORTUGAL

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Imagens do Dia:

Núcleos "cometários" em torno de estrela moribunda

2009-12-02


Crédito: NASA, Robert O´Dell, Kerry P. Handron, Rice University.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).

Estes objectos em forma de cometa formaram-se, muito provavelmente, nos estágios finais de vida de uma estrela. Através de imagens como esta obtidas com o Telescópio Espacial Hubble, os cientistas descobriram milhares destes objectos na nebulosa da Helix, a nebulosa planetária mais próxima de nós situada a 450 anos-luz de distância. Embora estes núcleos gasosos pareçam pequenos, eles são, de facto, gigantescos. Cada "cabeça" gasosa é, pelo menos, duas vezes maior que o nosso Sistema Solar, sendo as "caudas" cerca de 1000 vezes mais compridas que a distância da Terra ao Sol. Pensa-se que a estrela moribunda esteja a expelir gás quente pouco denso a partir da sua superfície, fazendo com que este colida com gás mais frio e denso já emitido há alguns milhares de anos atrás. O choque faz com se formem estas estruturas "cometárias".

Imagem do Dia:

Objecto Herbig-Haro (HH) 46/47

2009-12-01

Crédito: NASA/JPL-Caltech/A. Noriega-Crespo (SSC/Caltech), Digital Sky Survey.
Telescópio: Spitzer Space Telescope.

Esta imagem obtida com o telescópio espacial de infravermelhos Spitzer da NASA põe em evidência o "outflow" molecular criado por uma estrela jovem em formação. Ao ser sensível à radiação infravermelha, o Spitzer consegue penetrar no interior da nuvem onde a estrela se está a formar, mostrando a própria estrela e os jactos por ela emanados. Estes jactos são os responsáveis pelos conhecidos objectos Herbig-Haro (HH) 46/47. Objectos HH são zonas de choque entre o material expelido por uma estrela em formação (proto-estrela) e o meio envolvente, resultando em zonas de gás luminoso embebidas no interior de uma nuvem escura. Eles formam-se quando gás supersónico é ejectado a partir de uma proto-estrela e interage com o meio interestelar. A imagem mais pequena foi obtida no óptico e mostra a nuvem escura vista em silhueta contra o fundo estelar.

Imagem do Dia:

NGC 6397

2009-11-30

Crédito: ESO
Telescópio: ESO/MPI
Instrumento: WFI

O enxame globular NGC 6397 encontra-se na constelação austral de “Ara” e fica aproximada a 7200 anos-luz de distância do nosso sistema solar. Este enxame é o segundo mais próximo de nós, e contem cerca de 400 mil estrelas e a sua idade estimada segundo modelos evolucionários é de 13400 +-/800 milhões de anos. Esta foto é composta por três exposições individuais nas bandas B, V e I, pela câmara WFI do telescópio de 2,2m ESO/MPI no observatório de La Silla, no Chile.

Imagem do Dia:

Nebulosa da América do Norte (NGC 7000)

2009-11-29

Crédito: Johannes Schendler (http://pantherobservatory.com).

Esta nebulosa deve parte da sua fama à sua forma peculiar, dado fazer lembrar o continente Norte Americano. Obtida por Johannes Schedler, esta imagem mostra-nos a emissão proveniente de hidrogénio ionizado (HII) registada no seio desta nebulosa situada a cerca de 2000 anos-luz de distância na constelação do Cisne. Esta nebulosa, em conjunto com a sua vizinha nebulosa do Pelicano, faz parte de uma enorme região de hidrogénio ionizado, constituindo uma região activa de formação de estrelas com mais de 5000 massas solares.

Imagem do Dia:

M 20 - Nebulosa Trifida

2009-11-28


Crédito: Filipe Alves

A nebulosa da Trifida, é outro dos objectos famosos da constelação de Sagitário. Descoberta por Charles Messier em 5 de Junho de 1764, que a descreveu como um enxame de estrelas de oitava ou nona magnitude envolta em nebulosidade, esta nebulosa é conhecida pela sua forma tripartida e tal como a sua vizinha no céu M 20, tem zonas de emissão, de reflexão e ainda um enxame associado.

Imagem do Dia:

Aglomerado de galáxias CL0024+1654

2009-11-27

Crédito: European Space Agency, NASA & Jean-Paul Kneib (Observatoire Midi-Pyrénées, France/Caltech, USA).
Telescópio: Telescópio Espacial Hubble (composição).

Esta imagem é um mapa da distribuição de massa no enxame de galáxias CL0024+1654, obtido através de um vasto programa de observações realizado com o telescópio Hubble. A imagem a cores é o resultado da combinação de duas imagens: uma imagem a vermelho, referente à distribuição das galáxias, e uma a azul, referente à distribuição da matéria escura. Esta última foi obtida recorrendo-se a modelos de matéria escura. A matéria escura, tal como o nome indica, é matéria que não é visível, mas cuja presença é inferida através dos seus efeitos gravitacionais sobre o meio envolvente. Neste caso, a matéria escura parece funcionar como uma "cola", mantendo o enxame agregado. Pensa-se que cerca de 90% da matéria do Universo deverá estar sob a forma de matéria escura, sendo a sua natureza ainda fonte de mistério e discussão.

Imagem do Dia:

Aglomerado de galáxias CL0024+1654

2009-11-27

Crédito: European Space Agency, NASA & Jean-Paul Kneib (Observatoire Midi-Pyrénées, France/Caltech, USA).
Telescópio: Telescópio Espacial Hubble (composição).

Esta imagem é um mapa da distribuição de massa no enxame de galáxias CL0024+1654, obtido através de um vasto programa de observações realizado com o telescópio Hubble. A imagem a cores é o resultado da combinação de duas imagens: uma imagem a vermelho, referente à distribuição das galáxias, e uma a azul, referente à distribuição da matéria escura. Esta última foi obtida recorrendo-se a modelos de matéria escura. A matéria escura, tal como o nome indica, é matéria que não é visível, mas cuja presença é inferida através dos seus efeitos gravitacionais sobre o meio envolvente. Neste caso, a matéria escura parece funcionar como uma "cola", mantendo o enxame agregado. Pensa-se que cerca de 90% da matéria do Universo deverá estar sob a forma de matéria escura, sendo a sua natureza ainda fonte de mistério e discussão.

Imagem do Dia:

Nebulosa planetária NGC 2346

2003-02-05

Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).

NGC 2346 é uma nebulosa planetária bipolar, na constelação do Unicórnio. Encontra-se a cerca de 2 000 anos-luz de nós e estende-se por aproximadamente 0,3 anos-luz. As nebulosas planetárias resultam dos últimos estágios da vida de estrelas como o nosso Sol. Mas NGC 2346 distingue-se por ter no seu centro, não uma estrela, mas um sistema binário, com um período de 16 dias. Acredita-se que as estrelas que compõem o binário já se encontraram mais afastadas uma da outra. Mas a expansão de uma das estrelas, ao evoluir para gigante vermelha, terá provocado a aproximação da sua companheira. Esta, ao ser puxada para a estrela maior, terá deixado um rastro de gás em forma de anel à volta do sistema binário. Mais tarde, ao ser despida das suas camadas mais externas que deixaram o seu núcleo quente exposto, a gigante vermelha terá desenvolvido um vento estelar forte perpendicular ao anel de gás já existente, dando assim origem às duas enormes bolhas. Acredita-se que este processo em duas fases é responsável pela forma em borboleta apresentada por esta nebulosa planetária.

Imagem do Dia:

Glóbulo NGC 1999

2003-02-06

Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2).

NGC 1999 é uma nebulosa de relfexão situada a cerca de 1 500 anos-luz de nós, numa região activa em formação de novas estrelas na constelação do Orionte. As nebulosas de reflexão brilham porque os grãos de poeira refletem a luz de estrelas embebidas na nebulosa. Ao contrário das nebulosas de emissão, cujo brilho avermelhado se deve à excitação dos átomos do gás, as nebulosas de reflexão são azuladas porque os grãos de poeira reflectem preferencialmente a luz azul. NGC 1999 é iluminada por uma estrela quente muito jovem, V380 Orionis, que se encontra ligeiramente à esquerda do centro da imagem. À direita do centro, encontra-se uma pequena nuvem escura que é um exemplo de um glóbulo de Bok. Trata-se de uma nuvem de gás molecular frio e poeira, que por ser tão espessa e densa, bloqueia toda a luz que vem por trás dela. Os glóbulos de Bok formam estrelas no seu interior. Esta imagem foi obtida logo após a missão de reparação do telescópio espacial Hubble em Dezembro de 1999.


Fonte: PORTAL DO ASTRÔNOMO _ PORTUGAL

A MÚSICA - Wolfgang Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante



YouTube - Wolfgang Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante

Os anjos inspiram
delicadeza do despertar
- a alma humana.


Mesmo o globo mais ínfimo que se contempla
se move
E como um Anjo, canta.
Esta Harmonia existe também nas almas imortais,

Mas, enquanto estivermos da carne prisioneiros
Nós não podemos ouvi-La.

Shakespeare
(1564-1616) 


Violino Rosa

MÚSICA

Introdução

 Tradução livre de D.D.C.

Sabemos que o Verbo, (Palavra Criadora, Som, Música) está no Absoluto, tudo foi feito por Ele, por Sua Actividade, novas formas têm sido criadas, outras evoluem, de acordo com o plano Divino.
Ao descer num Ilimitado e Sapiente Coro Cósmico expressou-se em Vontade (Harmonia); Sabedoria (Melodia); Actividade (Ritmo).

Daí que Santo Isidoro de Sevilha tenha afirmado que: A Música é a criadora de tudo quanto existe.
Ela cria, constantemente, como destrói as formas cristalizadas.

Não é portanto, uma quimera, quando os poetas, os filósofos, os músicos, os iniciados falam e escrevem sobre a música das esferas, tal como o rosacruz Shakespeare e outros, como Beethoven, que ia nas asas do amor e da aspiração até aos diversos sóis e terras que povoam o Universo e sentia os seus sublimes sons da Harmonia da Harpa Celestial.

Daí, que desde tempos imemoriais o ser humano se dedicou à música, pela canção, pela dança, pelos instrumentos, etc. E tudo como arte sagrada, sublime, para glória dos deuses, mas também, para acompanhar no trabalho, para ajudar nas lutas guerreiras, nos hinos fúnebres, nos cânticos religiosos, etc.

A Música surge, assim, como um maná oferecido pelos Seres Divinos para que o ser humano se recorde da sua verdadeira pátria celestial, quando está preso na “nova carne”.

Como tudo evoluiu até aos dias actuais, continuar-se-á aperfeiçoando com novas formas, novas criações, rumo a uma nova e melhor civilização.

Estamos necessitando de músicas mais elevadas, embora as de um Bach, até Mozart, Wagner, Chopin, Debussy, Mahler, Rachmaninov, Verdi, R. Strauss, Vivaldi, até Xenakis, como Lopes Graça, sejam ricas, uns mais que do outros, em composições para o terceiro milénio.

Seja como for, precisamos de uma nova Música mais profunda e mais elevada, mais libertadora e mais fraterna, que una ainda mais os povos por meio desta linguagem universal, rumo à Cosmocracia.


Violino Rosa

FONTE:

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KEPLER - Amadeus Mozart - Piano Concerto No. 21 - Andante

Os anjos inspiram
delicadeza no despertar
- a alma humana.
 

KEPLER

Nasceu: 27 Dezembro de 1571 em Leonberg, Holy Ran Empire (Agora Alemanha)
Faleceu: 15 Novembro de 163m osensburg (Agora Alem


Kepler foi um menino doente que padecia furúnculos, dores de cabeça, miopia, infecções da pele, febres e infecções no estômago e na vesícula. Com a idade de quatro anos, quase sucumbiu com os estragos da varíola.

Por sorte para Kepler, os duques de Wurttemberg apoiavam então a educação de dois meninos precoces. Pode terminar seus estudos no seminário teológico e foi graduar-se na Universidade de Tubinga graças aquilo que no século XVI equivalia a uma bolsa. Em Tubinga teve o apoio de um professor que secretamente lhe ensinou as ideias de Copérnico, coisa que foi necessário fazer em segredo devido a que só a teoria tolemaica tinha a aprovação oficial. Nesta época da carreira de Kepler, parecia seguro que seria sacerdote, mas por alguma razão desconhecida mudou de planos e aceitou o emprego de mestre de astronomia e matemática em Graz, capital da província austríaca de Estiria.

Foi em Graz, em 1596, onde Kepler publicou seu notável livro: O mistério do Universo. Com o ardor e a exuberância da juventude, declarou que tinha descoberto a ordem fundamental que servia de base às distâncias que separavam os planetas do Sol; em outras palavras, Quis crer ter resolvido o enigma do plano divino do Universo.

A teoria de Kepler (que deve subentender-se, era errónea) resultava muito ingeniosa. Sabia que só existiam cinco sólidos perfeitos que poderiam construir-se no espaço tridimensional: Ocorreu a Kepler que estes cinco sólidos poderiam caber exactamente nos cinco intervalos que separavam os seis planetas (não se conheciam mais nesse tempo).

Na órbita de Saturno inscreveu um cubo; nesse cubo inseriu outra esfera, Júpiter. Inscreveu o tetraedro em Júpiter e logo inscreveu nele a esfera de Marte. O dodecaedro caberia perfeitamente entre Marte e a Terra; o icosaedro entre a Terra e Vénus, e entre Vénus e Mercúrio pôs o octaedro. E foi aqui que Kepler acreditou ter encontrado a chave do grande enigma! Resumiu-o assim:
"Em uns dias, tudo ficou em seu lugar. Vi que um sólido trás outro encaixado com tanta precisão entre as órbitas apropriadas que se um campesino perguntasse com que gancho estavam prendidos os céus para não caírem, seria fácil contesta-lo".

Kepler enviou informações desta teoria a todos aqueles em quem pode pensar, contando a Galileu e o famoso astrónomo Ticho Brahe. Os dois homens mantiveram correspondência com o jovem astrónomo; e quando a intolerância religiosa obrigou o protestante Kepler a sair de Graz, aceitou o convite de ajudar Brahe, que era matemático da corte de Rodolfo II de Praga, a 1 de janeiro de 1600, Kepler chegou a Praga.

Kepler viu que em "sua estrela" estava o trabalhar ao lado de Ticho a fim de aperfeiçoar suas aptidões e suas concepções. Escreveu:

"Se Deus se ocupa da astronomia, como quer crer a devoção, então espero que alcanzaré algo neste domínio, pois vejo que me permitiu vincular-me a Ticho medite um destino inerável não me deixou separme dele apesar das más penalidaes".

Quando morreu Ticho em 1601, Kepler sucedeu-o no posto de matemático imperial. Uma das suas obrigações consistia em preparar horóscopos para o imperador e outros dignatários da corte. Mas, ao fazê-lo, teve de enfrentar os espinhosos problemas dignos de um génio matemático, astronómico e filosófico. Em 1615, depois de penosos estudos que levaram quinhentas folhas de papel de oficio, preparou-se para publicar sua Nova astronomia, primeiro livro moderno sobre a matéria.

A vista defeituosa de Kepler levou-o a interessar-se toda a vida na óptica. Seus trabalhos compreendem explicações sobre o modo em que as lentes ajudam aos míopes e aos présbitas; também abarcaram o principio da câmara fotográfica. Despertada sua curiosidade pelo recém inventado telescópio, Kepler publicou sua Dióptrica em 1611, na qual buscou o desenho de um telescópio astronómico de inversão que se usou muito a partir de então.

Na esfera das matemáticas, atribui-o haver contribuído para criar o cálculo infinitesimal e estimular o uso dos logaritmos nos cálculos. Foi um dos primeiros a advertir o efeito que tem a lua sobre as marés.
Passaram mais de três séculos desde que morreu Kepler, mas os anos que se seguiram não fizeram mais que aumentar o fulgor de suas investigações. Não há melhor maneira de falar sobre a história de Kepler que a de citar o epitáfio que compôs para sua lápide:
"Medi os céus,
e agora as sombras meço, 
No céu brilhou o espírito, 
Na terra descansa o corpo. "


Astrônomo alemão

Johannes Kepler


27 de dezembro de 1571, Weil (Alemanha)
15 de novembro de 1630, Ratisbona (Alemanha) 


Reprodução

Johannes Kepler nasceu em Weil, Württemberg, atual Alemanha, a 27 de dezembro de 1571, e morreu em Ratisbona, também na Alemanha, a 15 de novembro de 1630.

Graduou-se pela Universidade de Tübingen. Professor de matemática na Universidade de Graz, foi forçado a deixar a cidade em 1600, para fugir à perseguição dos protestantes.

Radicou-se, então, na cidade de Praga, tornando-se assistente de Tycho Brahe, a quem sucedeu como astrônomo e matemático da corte de Rodolfo 2º. Em 1612 foi nomeado professor de matemática em Linz.

Seu interesse pela astronomia surgiu em Tübingen. De formação religiosa, pretendia tornar-se pastor protestante, mas acabou aceitando a cadeira de matemática em Graz, fato que, mais tarde, ele atribuiria à providência divina.

Órbitas elípticas

Apesar de suas convicções cristãs, inclina-se desde o início para as idéias de Copérnico, aderindo ao sistema heliocêntrico do universo, em contraposição à teoria oficial da Terra como centro imóvel do cosmo.

Suas observações levam-no a convencer-se da existência de uma força que conserva os planetas em suas órbitas ao redor do Sol. É o que procura provar em sua obra Primeiras dissertações matemáticas sobre o mistério do cosmo, de 1596.

Esse trabalho chama a atenção para seu autor, que passa a corresponder-se com os mais eminentes astrônomos da época, como Tycho Brahe, de quem se tornará sucessor, e Galileu.

Fruto de suas constantes observações do planeta Marte, Kepler publica, em 1609, uma de suas obras fundamentais: Nova astronomia. Impressionado com a variação dos movimentos de Marte e estudando os trabalhos de Brahe, ele chega a uma conclusão que rompe com as opiniões de um milênio de estudos astronômicos: os movimentos dos astros celestiais são elípticos e não, como se imaginava, circulares.

As três leis de Kepler

Duas das três leis que passariam a ser conhecidas pelo nome do astrônomo foram publicadas em Astronomia nova. A terceira se encontra no livro Sobre a harmonia do mundo, obra que, cinqüenta anos depois, permitiria que Newton descobrisse a lei da gravitação universal.

As três leis de Kepler podem ser assim resumidas: 1ª) as órbitas dos planetas em torno do Sol são elipses, nas quais o Sol ocupa um dos focos; 2ª) no movimento de cada planeta, as áreas varridas pelo raio vector que une o planeta ao Sol são proporcionais ao tempo gasto para percorrê-las; 3ª) os quadrados dos tempos das revoluções siderais dos planetas são proporcionais aos cubos dos grandes eixos de suas órbitas.

Depois de Sobre a harmonia do mundo, Kepler se dedica à preparação de um mapa que representasse, com a precisão possível na época, as posições planetárias. O resultado é a obra Tábuas rudolfinas, que foi utilizada por mais de um século no cálculo das posições planetárias.

Muitas das idéias de Kepler levaram anos para serem compreendidas. Dentre elas, sua observação de que a velocidade de um astro aumenta em relação direta à proximidade de seu ponto de atração, o que foi elucidado pela lei da gravitação e por outras observações do cosmo.

Vivendo em um período de intolerância religiosa, quando as idéias e as teorias científicas tinham de partir do pressuposto de que a Terra era o centro imutável do universo, Kepler desenvolveu um trabalho pioneiro.


Enciclopédia Mirador Internacional


FONTE:   http://www.prof2000.pt/users/matic/kepler.html

Os anjos inspiram
delicadeza do despertar
- a alma humana.

Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.