sábado, 26 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mozart Piano Concerto 5 (Malcolm Frager, piano) movement 3

Empolgante, uma verdadeira injeção de Doçuras , da mais deliciosa Alegria!

ROBERT KOCK - Grande descobridor

This piano concerto was a favorite of Mozarts for quite a while--the comic opera fun of the first movement with the thoughtful mood of this second with it's wonderful quiet phrase that end the movement is surely something to treasure...

Robert Koch:

grande descobridor de pequenas bactérias

Robert Koch 
(1843-1910)em seu laboratório

Um dos fundadores da microbiologia, o alemão Robert Koch foi o primeiro a descobrir o agente do carbúnculo e o bacilo da tuberculose.


O médico e cientista Robert Koch, um dos precursores da moderna bacteriologia, dedicou-se a pesquisas acerca das relações entre agentes bacterianos e a transmissão de doenças, bem como ao estudo da higiene e de epidemias.
Suas teses não aumentaram a expectativa de vida e melhoraram a saúde da população apenas na Alemanha, mas continuam, até hoje, sendo consideradas verdadeiros fundamentos da microbiologia moderna.
Durante a Guerra Franco-Prussiana, de 1870 a 1871, Koch trabalhou como cirurgião. Após seu regresso ao país, assumiu a função de médico oficial da cidade na antiga província alemã de Posen (Poznan). Ali começou a estudar a biologia das bactérias.
Carbúnculo e tuberculose
Naquela época, não havia ainda microscópios eletrônicos e, desta forma, as bactérias eram os menores agentes que podiam ser examinados através do microscópio. Koch descobriu o  agente bacteriano causador  do carbúnculo e descreveu, pela primeira vez, como a transmissão da doença se dá através dos esporos – este foi seu primeiro grande trabalho científico, publicado em 1876.
Mais tarde, Koch foi chamado a Berlim para assumir a direção de um laboratório bacteriológico recém-criado, onde conseguiu detectar o agente causador da tuberculose. Com a Etiologia da Tuberculose, Koch conseguiu, pela primeira vez na história, identificar um micro-organismo patogênico. Por este trabalho sobre a bactéria da tuberculose, ele recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1905.
Viagens e descobertas
Robert Koch era, acima de tudo, um homem do seu tempo, que viveu em uma era de muitas viagens de descobertas e novas pesquisas. Ele próprio viajou muito, a fim de entender melhor os agentes causadores de doenças e suas vias de transmissão.
No Egito e na Índia, Koch pesquisou o causador do cólera; na antiga Rodésia (hoje Zimbábue), dedicou-se ao estudo da peste bovina e da febre aftosa; na Itália, no leste da África e na Indonésia, realizou pesquisas sobre a malária.
Robert Koch é reconhecido em todo o mundo como um dos pais da moderna Medicina Tropical e da Microbiologia. Ele desenvolveu métodos de cultivo de bactérias que ainda hoje são aplicados na Microbiologia.
Acima de tudo, Koch ainda é considerado o maior descobridor das pequenas bactérias. As Nações Unidas declararam o 24 de março como o Dia Internacional da Tuberculose: neste dia, Robert Koch havia feito seu discurso explicando as formas através das quais ele conseguiu descobrir o agente causador da doença pulmonar. 

Hoje, o então Instituto Real Prussiano de Doenças Infecciosas, criado para o pesquisador, leva seu nome: Instituto Robert Koch, em Berlim. 
Autora: Helle Jeppesen (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Alemanha | 26.05.2010

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terça-feira, 22 de junho de 2010

ÍNDIOS DE ROMA - Marcelo Ferrari


YouTube - Mozart - Requiem - Introitus - 1 - Anniversary recording - Solti

PRATO DO DIA -  MARCELO FERRARI

índios de rOMa

Krishna está meditando em sua cabana imanifesta quando ouve a onipotente voz de rOMa. 25 mil anos haviam se passado desde o ultimo verão. Imediatamente Krishna veste seus dons consciências e se dirige ao centro da cabana sem centro.

— Em que posso ser útil, meu senhor?
— Quero que me manifeste expansivamente na terra dos caciques. O inverno que pra lá mandei através de

seu irmão Lúcifer já cumpriu seu pródigo propósito. Chegou a hora de reintegrar todos os caciques a grande fogueira da tribo universal. Chegou a hora de desabrochar um novo verão em suas consciências.
— Sim, meu senhor. Seu desejo é a razão de minha existência. Lhe servir é meu único propósito real. Porém, como devo fazer isto?
— Ensinando os caciques a serem índios. Entende o que digo?
— Sim, meu senhor. Devo ajuda-los a realinharem-se a voz primordial de rOMa.
— Isto mesmo, Krishna. Durante o inverno, a consciência e os ouvidos dos caciques se congelaram pra voz de rOMa. Então, o resultado foi a era de gelo. Com deuses de gelo, religiões de gelo, sociedades de gelo, ciências de gelo, vidas de gelo, e claro, todos lutando dia e noite para serem caciques do gelo.
— Sim, meu senhor, este é o grande inverno da terra dos caciques, a era de gelo.
— Quanto mais escura a noite, mais próximo está o raiar do dia, amado Krishna. É chegado o tempo de um novo verão, a era do degelo. Quero que me manifeste expansivamente, degelando o que está aprisionado na ilusão de solidez. Libertando os caciques de suas aldeias de gelo, cocares de gelo e poderes de gelo.
— Me perdoe, meu amado senhor, mas na última primavera deste ciclo, o senhor já me enviou pra manifestá-lo na tribo dos caciques com este mesmo propósito.
— Sim, amado Krishna, e o que aconteceu?
— Os caciques, ao invés de colocarem seus cocares de gelo ao dispor da onipotência de rOMa, assim como foi demonstrado através da vida simbólica que me rOMa me deste, crucificaram rOMa, me crucificando.
— E você acha que isto foi um fracasso, Krishna?
— Não sei, meu senhor. A mim cabe estar sempre em sinfonia com sua voz, que é a fogueira universal. Se pergunto, não é pra duvidar de seus meios, mas, se me for permitido, entende-los.
— Amado Krishna, você se lembra que em sua missão de primavera na terra dos caciques, seus lábios prometeram voltar pra julgar os vivos e os mortos.
— Sim, meu senhor.
— Chegou a hora, amado Krishna.
— Meu senhor, mas sendo que os caciques continuam apegados a seus cocares de gelo, se volto a terra deles com o mesmo sermão da montanha que fiz na primavera, irão me crucificar novamente, não?
— Sim, amado Krishna, por isto que desta vez você não irá falar aos caciques na língua do gelo, com boca de gelo, produzindo palavras de gelo. Pra produzir a estação solar, farei com que fale com língua de fogo, diretamente ao coração dos caciques.
— Meu senhor, o coração de cada cacique será o juiz de cada cacique? É assim que voltarei pra julgar os vivos e os mortos?
— Sim, amado Krishna, sua voz será minha voz ecoando dentro do coração congelado de cada cacique, transformando aqueles caciques que aceitarem a nova estação, em índios de rOMa, em olhos dágua cristalina de onde brotará o rio da nova vida.
— Louvada seja a nova estação do meu senhor.
— Amado Krishna, agora eu lhe emano. Seus irmãos lhe aguardam.
— Sim, meu senhor, fazei de mim instrumento de sua vontade.
— ooooooooommmmm...

Fonte:
MARCELO FERRARI

domingo, 20 de junho de 2010

ARCA DE NOÉ BOTÂNICA

Mozart tackles a problem in this Allegro, how to introduce contrapuntal elements in a sonata-form movement, that he was to revisit several more times. Being Mozart, it must be tackled in the very first piano concerto he fully composed himself!

Mozart aborda um problema neste Allegro, como a introdução de elementos de contraponto em um movimento em forma sonata, que estava a rever várias vezes. Sendo Mozart, que deve ser abordado no primeiro concerto para piano ele totalmente composto por si mesmo!

"Arca de Noé botânica"  preserva sementes para o futuro da humanidade

Banco de 
sementes ártico

Banco genético numa ilha do Ártico já contém mais de 500 mil sementes e no futuro deverá armazenar todas as espécies vegetais do planeta. E talvez seja a chave para a sobrevivência da humanidade.


Na ilha ártica de Spitsbergen, na Noruega, a quase 1.500 quilômetros do Polo Norte, estão armazenadas mais de meio milhão de sementes de todo o mundo. Em um abrigo subterrâneo do Svalbard Global Seed Vault (Banco Mundial de Sementes de Svalbard), sob camadas de permafrost, o material está protegido de guerras, catástrofes ou da mudança climática global.
Local mais seguro do mundo
A "Arca de Noé botânica" é mantida pelo governo norueguês e pela Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade Global de Plantas Cultiváveis) desde 2008, na confiança que, mesmo no caso da pior catástrofe, ali estaria a base para um recomeço da humanidade, assim como um importante elemento para a segurança alimentar.
Ao escolher-se o local, o interior da montanha próxima a Longyearbyen, 130 metros acima do Mar Ártico, ele foi considerado o "mais seguro do mundo".
Vista da 
Ilha de Spitsbergen, NoruegaBildunterschrift: Vista da Ilha de Spitsbergen, Noruega
Tão maior foi a inquietação internacional quando, no ano seguinte à inauguração, a entrada do abrigo foi danificada pelo derretimento do permafrost. Os reparos ainda estão em curso, porém isso não representa qualquer perigo para os grãos armazenados, assegura Roland von Bothmer, professor de Genética Botânica na Universidade de Agricultura da Suécia.
Ele é uma das poucas pessoas a terem acesso à caixa-forte, aberta apenas poucas vezes ao ano. Trajando vestimentas térmicas, a descida é feita por um túnel de concreto de cerca de 100 metros de comprimento até uma porta de aço, ao longo do percurso o gelo cintila nas paredes. Von Bothmer esclarece tratar-se de uma antecâmara cuja segunda porta só é aberta depois de fechar-se a da entrada.
Backup global
A caixa-forte é como um gigantesco freezer. Para padrões árticos, o armazém que a antecede é relativamente temperado, pois o permafrost tem uma temperatura natural de -6ºC a -5ºC. O local só será utilizado quando o depósito principal estiver repleto, algumas prateleiras já estão preparadas. O professor Von Bothmer demonstra:
"Aqui temos amostras de sementes embaladas a vácuo, vindas da Dinamarca e de Nova Délhi. Elas foram secas, o componente líquido é de apenas 5% a 6%. Elas são trazidas numa caixa escura; nós as registramos e colocamos a caixa no tesouro."
As informações sobre os grãos armazenados são acessíveis a qualquer pessoa, através da internet. O material permanece propriedade de quem o armazenou, geralmente um banco de sementes ou autoridades públicas de agricultura.
Geralmente os países possuem seus próprios bancos de sementes, porém as duplicatas em Spitsbergen formam uma espécie de "backup global".
Biodiversidade ameaçada
"O mais importante é armazenarmos as duplicatas em segurança, para, caso necessário, podermos devolvê-las aos proprietários, por exemplo, se os originais se perderem. No mundo inteiro acontecem problemas. Considere o Haiti, ou os deslizamentos de terra, outras catástrofes, guerras civis."
Contudo, mesmo sem catástrofes, a agrobiodiversidade já está ameaçada, explica o especialista da Universidade da Suécia, que realiza projetos próprios de coletas de sementes em regiões como o Quirguistão ou o Tadjiquistão.
"Há 10 mil anos ocorre uma seleção natural e outra influenciada pelo ser humano. A cevada e o trigo, por exemplo, foram 'domesticados' há 10 mil anos. E por todo o mundo se desenvolveram novas variedades, adaptadas às condições locais. Isso se perde quando os agricultores preferem cultivar variedades modernas, com histórico genético muito restrito."
Roland von 
Bothmer tranca a porta do bancoBildunterschrift: Roland von Bothmer tranca a porta do banco
Todas as espécies do mundo
No banco de sementes propriamente dito, reinam -17ºC. "A meta é chegarmos a -18ºC, que consta ser a temperatura ideal para conservar grãos vivos a longo prazo. Mas isso ainda vai demorar anos."
"Eis aqui as prateleiras com recipientes numerados", prossegue o professor, "alguns da Síria, outros dos Estados Unidos". O galpão comporta cerca de 520 mil amostras e não está nem mesmo cheio até a metade. "Quando todos os três armazéns estiverem em funcionamento, teremos lugar para todas as espécies que existem no mundo."
Os operadores da "Arca de Noé botânica" estão seguros de que os frutos de seu trabalho não serão visíveis apenas em caso de uma catástrofe global. Von Bothmer lembra que a Cúpula Mundial da Alimentação de 2009 constatou ser preciso elevar em 70% a produção mundial de alimentos até 2050. Ao mesmo tempo, as áreas agricultáveis desaparecem.
Também a mudança climática exige que se preserve para o futuro uma ampla gama de recursos genéticos, alerta o geneticista. "Em muitas regiões o clima está ficando mais seco, em outras choverá mais; novas doenças e pragas surgirão. Precisamos da biodiversidade para melhorar a resistência, para que se vençam essas novas circunstâncias. O interesse aumentou nos últimos anos, tanto do ponto de vista político como do cultivo agrícola. E isso também se deve ao Banco Global de Sementes."
Autoria: Irene Quaile (av)
Revisão: Carlos Albuquerque